Inteligência Artificial: de buzzword à prática

A Inteligência Artificial veio definitivamente para ficar. Uma tecnologia que começou por ser uma buzzword está agora efetivamente em prática em diversas organizações e indústrias. Não só a Inteligência Artificial tem um potencial imenso para mudar a forma como as organizações trabalham, mas também a forma como, nós, os utilizadores, interagimos com as mais diversas soluções digitais. O termo Inteligência Artificial já não é recente, mas tem, nos últimos anos assistido a um crescimento sem precedentes, que faz notar a credibilidade e valor que organizações e indivíduos, a cada ano que passa, dão a esta tecnologia. Conheça a minha visão sobre Inteligência Artificial: de buzzword à prática (e um exemplo concreto!).

Inteligência Artificial, na sua definição mais simples, consiste na possibilidade de dotar máquinas e dispositivos de inteligência, uma característica que é inerentemente humana. O objetivo deste ramo da ciência de computação é desenvolver dispositivos que simulem, realisticamente, o raciocínio humano. No entanto, a tecnologia não se fica por aí. Uma das grandes vantagens que esta tecnologia traz é a capacidade de construir modelos que se desenvolvem e aprendem com os inputs que lhe são oferecidos. É esta última característica que oferece um potencial de automatização de tantas operações que hoje em dia já estão a ser operacionalizadas por sistemas de Inteligência Artificial, como é o caso do apoio ao consumidor com recurso a chatbots.

AI Builder entra em cena

Atualmente, a tecnologia é maioritariamente explorada por pessoas com perfis técnicos e com conhecimentos adequados, o que na prática quer dizer que não está acessível a todos os perfis de pessoas dentro das organizações. Foi precisamente esse gap que a Microsoft pretendeu endereçar ao disponibilizar o AI Builder.

O AI Builder é uma funcionalidade da Microsoft Power Platform (Power Apps, Power Automate e Power BI) que oferece a possibilidade aos utilizadores de negócio – independentemente da sua experiência ou conhecimento técnico – de utilizarem, nas suas aplicações, tecnologia de Inteligência Artificial. Mesmo que os colaboradores não tenham qualquer conhecimento de programação, é possível em apenas alguns cliques, criar um modelo de Inteligência Artificial – o primeiro passo pode passar por utilizar um dos templates que a Microsoft disponibiliza –, fornecer-lhe dados com os quais ele consiga trabalhar e, por fim, personalizar esses mesmos modelos gerados. Em poucos minutos, conseguimos ainda treinar o modelo que criámos dando oportunidade ao sistema de se desenvolver e aprender com a informação que lhe fornecemos. Claro que a qualidade da resposta dada pelo algoritmo depende diretamente do treino que lhe é dado, mas é incrivelmente simples começar a tirar partido da tecnologia e perceber como todas as peças encaixam, sem que sejam necessários conhecimentos técnicos avançados, seja em linguagens de programação ou em algoritmos matemáticos.

Use case: Retail PowerApp

Como referimos anteriormente, o eixo de diferenciação do AI Builder é colocar à disposição de pessoas com perfis não técnicos uma tecnologia poderosa que consegue transformar o dia-a-dia das organizações. As potencialidades de uma ferramenta como o AI Builder tornam-se claras quando tomamos como exemplo um supermercado que, com as suas muitas dezenas de prateleiras, tem uma quantidade incrível de stock a gerir. As prateleiras de qualquer supermercado estão em constante movimento: produtos são inicialmente expostos e, à medida que os clientes visitam as lojas, as quantidades expostas começam a diminuir. Assim sendo, é necessário proceder à sua reposição para que os expositores não fiquem vazios. Este processo pode, tipicamente, estar assente em tarefas manuais e, por isso, decidimos perceber como poderíamos automatizar todo este processo com recurso ao AI Builder. Com a Retail PowerApp, que como o nome indica é uma aplicação desenvolvida através da Microsoft PowerApps, incorporámos um modelo de Inteligência Artificial treinado para reconhecer determinados artigos. Assim, um repositor de um supermercado apenas teria que abrir a aplicação e, ao ter previamente definido o que era suposto encontrar numa dada prateleira, tirar uma fotografia aos produtos. Desta forma, o modelo de Inteligência Artificial conseguirá não apenas reconhecer os artigos, mas também perceber o número de artigos que carecem de reposição.

Mas o processo não precisa de acabar aqui: por forma a que a experiência do repositor de loja seja fluída e mais simples, caso este encontre artigos que necessitem de reposição, pode encomendá-los diretamente na aplicação. Para gestão de stock, é possível verificar o histórico das encomendas já realizadas e perceber também o stock que a loja tem disponível. Todas estas funcionalidades juntas permitem que os funcionários obtenham mais produtividade, mais informação e mais agilidade em todo o processo de gestão de stock e reposição de artigos numa única experiência digital.

Mais do que explicar a forma como esta aplicação trabalha, que tal verem a mesma em ação? Conheçam a nossa Retail PowerApp aqui em baixo.

Filipa MorenoInteligência Artificial: de buzzword à prática

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